R7 coloca Range Rover de R$ 500 mil dentro de lago, avião e a 250 km/h

31/07/2013 08:23

É o que você leu no título. A proposta era colocar um carro que vai custar quase meio milhão de reais nas condições mais adversas possíveis — e ver como ele, o novo Range Rover Sport, se sairia.

Durante dois dias, R7 Carros dirigiu a nova geração do Range Rover mais “furioso” por estradas inglesas e galesas. Dirigiu, principalmente, fora delas, quando colocou a SUV de alto luxo à prova em situações severas.

Mais que insanidade, o desafio foi uma grande sacada da Land Rover. Você entende quando entra, dá a partida no veículo e o coloca para rodar – o jipão é feito sob medida para te oferecer o maior conforto possível. Contudo, um teste “normal” não te colocaria frente às possiblidades do carro.

Clique aqui pra ver todas as experiências que enfrentamos com o jipão inglês

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Jipão atravessou lamaçal sem problemas; ao volante, é possível sentir a pressão do líquido (Divulgação)

De cara, a direção no lado direito assusta. O trajeto sai de Cheltenham, interior inglês, rumo ao País de Gales e volta. E o primeiro teste vêm ao final do dia, quando é colocado na pista de testes de aventura da marca inglesa.

No primeiro dia, experimentamos a versão V6 diesel biturbo, com robustos 292 cv de potência. A estrada acidentada logo apresentou suas pirambeiras, com subida em inclinação que só se vê o céu, e descida tão íngreme que o cinto te segura para que não deslize para frente no assento.

O carro possui o sistema “off-road” Terrain Response, com controle automático de subidas e descidas, inclinação, tração e ajuste de rodas para cada terreno. Qual aranha, o jipão de luxo desce e sobe sem que precise se utilizar os pés para frear ou acelerar, em terreno enlameado, escorregadio ou sobre cascalho.

Na sequência, instrutores da marca apontam entrada em lago de quase um metro de profundidade. Pela tela touchscreen do painel se acompanha a profundidade da água com aviso sonoro. O limite recomendado é de 85 centímetros. Nesse volume, com água batendo no meio da porta, é possível sentir a pressão do líquido na direção.

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Em situações críticas, sistema eletrônico não deixa as rodas girarem em falso e mantém a tração (Divulgação)

Para esses testes, é preciso auxílio de instrutor. Aí o “calcanhar de Aquiles” do veículo — os programadores e engenheiros deveriam fazer estágio na Apple para melhor navegabilidade de recursos do carro. As funções são pouco intuitivas e sempre é preciso fazer uma combinação de comandos para diferentes desafios.

No dia seguinte, com a versão “top” do modelo — 5.0 V8 gasolina de 510 cv —, após rodagem por estradas, o teste do Terrain Response foi no seco. Ou melhor, no ar — a marca montou uma pista de testes dentro de um avião. Dá uma olhada no vídeo abaixo para ter ideia.

No fim, realizamos testes de aceleração e frenagem na pista de decolagem e pouso do aeroporto de Kemble. O Range Rover Sport V8 acelera de 0 a 100 km/h em 5,3 segundos (o V6 atinge a marca em 6,8 segundos). A proposta era ir um pouco além, até 100 milhas por hora, e testar a frenagem. A marca foi atingida em 17 segundos cravados e a distância de frenagem foi compatível ao desempenho.

O sentido contrário foi para atingir a velocidade final, e nos quase três quilômetros da pista chegamos bem próximos do limite máximo estipulado, de 260 km/h – batemos em 242 km/h.

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Interior exala luxo nos detalhes; acabamento mistura couro, borracha, black piano e alumínio (Divulgação)

O desempenho mais ágil da versão, em comparação com o modelo anterior (2010-2013) é um dos orgulhos da Land Rover. O jipão é tão musculoso quanto ágil, e se coloca à frente de concorrentes diretos, como Cayenne V8 e X6. O utilitário de luxo da Porsche faz de 0 a 100 km/h em 5,7 s, e o BMW leva iguais 5,3 s.

O que propicia maior agilidade do SUV inglês é o chassis em alumínio, que perdeu 420 kg em relação ao modelo anterior. Com isso, o novo Range Rover Sport ficou com “apenas” 2115 kg contra 2195 da Cayenne e 2150 kg da BMW.

Internamente, o modelo inglês ganhou maior tela touchscreen, com sensores de colisão e laterais, opção de 5 + 2 lugares, bancos dianteiros com 14 ajustes elétricos que aquecem ou esfriam, volante aquecido e ar condicionado individual.

Claro que por tudo isso há um preço compatível, e esse é o sal da conta final – no mesmo patamar, na Inglaterra, o Range Rover Sport chega a custar quase 7 mil libras mais que os concorrentes. No Brasil, a previsão é que o modelo top chegue perto de R$ 500 mil.

Difícil é acreditar que por esse valor alguém irá colocá-lo em lugares sequer parecidos com os que o colocamos nos testes em Cheltenham.

 


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